quarta-feira, 23 de abril de 2008

Envie mensagens pelo celular de graça com o Jaxtr

Envie mensagens pelo celular de graça com o Jaxtr




Postado dia 21 - Abril, por Thiago Luiz Torquato



Entre os vários serviços do Jaxtr, o mais útil ao usuário comum é a possibilidade de jaxtrenviar SMS gratuitamente para 38 países, entre eles o Brasil. As mensagens podem demorar segundos (na maioria das vezes) ou até horas para chegar, como aconteceu em um dos testes, mas chegam. Faça o cadastro e experimente.

Site: http://www.jaxtr.com

Leia mais sobre os serviços do Jaxtr, sendo o principal deles voltado a telefonia VoIP:

















As mensagens podem ter no máximo 65 caracteres.



Fonte: InfoNeural

terça-feira, 22 de abril de 2008

Outros sistemas operativos open source

Outros sistemas operativos open source



20 Abril 2008



Já dizia o meu avô há uns bons anos: "oh meu bonito netinho, há um velho ditado rezado pelo povo que diz que em open source, sistemas operativos mil!". E não é que tinha razão? Bom, acho que não era bem, bem assim que dizia, mas o sentido era concerteza esse. A verdade é que os sistemas operativos open source não se resumem ao Linux ou ao Hurd. Deixo-vos aqui algumas características dalguns outros sistemas operativos para que os possam conhecer.







Segundo os seus autores, ARAnyM é o acrónimo de Atari Running on Any Machine. Ou seja, é uma máquina virtual para correr os sistema operativos Atari TOS/GEM e aplicações em qualquer tipo de hardware, seja num PC, Apple, servidor Unix ou num qualquer portátil.
Este software é fornecido em dois "pacotes", sendo o primeiro o emulador Atari, enquanto que o segundo é o Afros, uma coleção de componentes que cria o sistema operativo ST. Parece um pouco complicado mas existe um LiveCD que arranca um sistema mínimo de Linux e lança o ARAnyM.
A última versão em download é a 0.9.6 beta2, a sua linguagem é em "C", projecto iniciado em 2000 e necessita de uns estonteantes 64 MB na versão LiveCD.






O AROS (Research Operating System) é um sistema operativo leve, flexível e eficiente, desenhado para ajudar a tirar o máximo dum computador. É um projeto independente, portável e livre, cuja intenção é ser compatível com AmigaOS 3.1, mas melhorado em muitas áreas. O código fonte está disponível sob uma licença de open source, o que permite livremente a qualquer um, melhorar o programa existente. Existe uma versão em LiveCD de nome VmwAROS Live! e com a opção de instalar o sistema operativo, tal como acontece hoje com inúmeras distros de Linux.
Se houver alguém interessado neste sistema operativo, vai gostar de saber que estão a pedir programadores para ajudar no projeto.
Última versão é a 2008-04-19, a linguagem é o "C", o projeto teve início em 1995, as arquiteturas são x86 e PPC e necesssita duns malucos 24 MB para trabalhar.







O Contiki é um sistema operativo multi-tarefa que ocupa cerca de 2 KB de RAM e 40 KB de ROM. Contém um browser, um servidor web, cliente VNC e um interface gráfico. Este projeto tem já 5 anos, a versão actual é a 2.1 e o download pode ser feito aqui. As instruções para instalar e compilar o Contiki incluindo tutoriais, estão aqui.






O Haiku é um sistema operativo open source em desenvolvimento e dirigido aos desktops. É inspirado no velho BeOS, aliás, é compatível com as aplicações escritas para o BeOS R5, simples mas potente e sem complexidades desnecessárias. Nos últimos 18 meses tem tido um enorme desenvolvimento, o suporte a hardware aumentou muito e conhecidas aplicações foram portadas como o Firefox. Há mesmo grandes possibilidades de a versão 1.0 ser lançada ainda este ano.
Quem queira testar o Haiku pode faze-lo usando imagens Raw HDD ou imagens para VMware ou similares, disponíveis aqui.
A última versão é a de 17-04-2008 mas estão sempre a sair novas versões, a linguagem é "C++", projeto de 2001, arquitetura x86 e PPC e uns loucos 64 MB para funcionar.






O KolibriOS é um sistema operativo open source com um kernel monolítico, é um fork do MenuetOS e escrito inteiramente em FASM ( assembly). Pode arrancar de vários dispositivos, o NTFS é suportado e até pode arrancar do Windows, embora ele venha abaixo. Cabe numa disquete de 1.44 MB e chega-lhe 8 MB de RAM para funcionar. Tem suporte a codecs AC'97.
A última versão disponível em download é a 0.7.1.0, é inspirado no MenuetOS, corre em arquiteturas x86 e tem apenas 2 aninhos. Downloads aqui.





Quem é que nunca ouviu falar no ReactOS? Este sistema operativo tenta atingir um enorme grau de compatibilidade com os programas e drivers do Windows XP, com uma arquitetura e interface semelhante ao windows. É quase como se fosse um Windows open source grátis. Este sistema operativo é fornecido de duas formas, num CD de instalação e num LiveCD para que se possa testar o hardware e a compatibilidade do software. Espera-se que nos próximos 18 meses saia a versão 1.0, mas por enquanto está disponível para download a versão 0.3.4 alpha.
O ReactOS foi iniciado em 1998, a sua linguagem é o "C/C++", baseado no Windows, precisa de 32 MB para funcionar e corre nas arquiteturas x86, PPC e ARM.






Rápido, amigável, cheio de potencial e com bastante suporte a hardware, é o Syllable, um sistema operativo open source baseado no AtheOS. Para quem não saiba, o AltheOS é inspirado no AmigaOS e no BeOS. Este sistema arranca em 10 segundos nos PCs actuais, tem um interface atractivo, sempre focado na facilidade de utilização, por isso não é de admirar que tem potencial para ser uma alternativa ao Linux no desktop.
Há mais que uma opção de download do Syllable, pode ser a versão em CD para instalação cuja versão é a 0.6.5, a opção upgrade para quem já o tenha instalado, ou a opção de uma imagem para VMware. Todas disponíveis aqui.
Este projeto foi iniciado em 2002, a sua linguagem é o "C++" e precisa de 32 MB de RAM para trabucar numa arquitetura x86.


Quem goste de brincar um pouco com sistemas alternativos e o faz com o VMware ou similares, tem aqui muita coisas que se entreter.



Fonte: Tux Vermelho

Novo portal de software livre do Governo Federal do Brasil

Novo portal de software livre do Governo Federal do Brasil



Novo portal de software livre do Governo Federal



“O Governo Federal anunciou nesta segunda-feira, 14 de abril, o lançamento de seu novo Portal de Software Livre. O Portal se apresentará totalmente remodelado, com novo layout e diversas mudanças, que atenderão não só a comunidade de software livre e governo, mas a sociedade como um todo, com enfoque nos resultados positivos que a adoção e utilização de tecnologia livre gera para o país.

O ambiente apresentará casos de sucesso do uso do software livre no Governo Federal, possibilitará a interação com os usuários e a informação rápida sobre eventos de software livre, através da ferramenta calendário.

A nova versão do Portal permitirá também a publicação descentralizada pelos diferentes órgãos públicos, que trabalham conteúdos sobre o assunto, possibilidade que facilitará a atualização das informações. O novo portal será administrado pela SLTI e hospedado nos servidores do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados ). A reformulação do ambiente contou com a participação e envolvimento do Ministério do Planejamento, Serpro, Presidência da República, Fundação Nacional de Saúde - Funasa e Ministério da Cultura.”

Enviado por Alfredo (powerbassΘmail·com) - referência (serpro.gov.br).



Fonte: BR-Linux.org

Linux: qual o verdadeiro papel da comunidade?

Linux: qual o verdadeiro papel da comunidade?


Desde sua criação em 1991 o Linux mudou muito; deixou de ser um sonho para se tornar uma realidade cada vez mais presente e acabou mostrando que pode ser uma escolha muito rentável para empresas com alguma mente aberta e empreendedorismo. Muitas empresas inteligentes perceberam que abrir o código de seus produtos facilita o desenvolvimento porquê, verdade seja dita, não há nada como ter milhares (ou até milhões) de programadores trabalhando de graça para implementar melhorias ao seu produto. Isso também significa que desenvolvedores de outros produtos terão a capacidade de aumentar a interoperabilidade com seus softwares e, no que diz respeito ao seu software, é sempre bom que ele seja usado, citado ou mesmo usado como base para plug-ins de terceiros. Foi dessa forma que o cenário do Linux mudou bastante. Já não se tratava mais de uma excentricidade, o sistema vinha, cada vez mais, parecendo um bom negócio.

Mais que um bom negócio, uma coisa vinha ficando bem clara: desktop não dá lucro. Isso, que o diga a Microsoft, que chega a ter até 86% de sua base instalada pirata em países como a China, e que tem números engraçados como “gastar mais com custos telefônicos do que faturar com vendas do windows desktop” (que não posso confirmar se é verdade porque li em um lugar e não achei a referência)… No entanto, o que importa é isso “desktop não dá grana” e deve ser por esse motivo que o Linux está ainda tão atrasado nesse meio, já que ao longo do tempo o cenário do Linux se transformou em um mercado corporativo e como tal é dominado por empresas.

Sim, é isso… estudos recentes da “The Linux Foundation” evidenciam o que muita gente já sabia: são as empresas que mandam no desenvolvimento do Linux. Pelas estatísticas, há mais de 1000 programadores dando duro em escrever o código do kernel e entre 70% e 95% desses desenvolvedores são pagos para fazê-lo e mais de 70% dessas contribuições são feitas por programadores que trabalham em grandes empresas. Pode ser por isso então que o Linux como Desktop não alça vôo, visto que o mercado de Desktops vem em segundo plano para as grandes empresas (dizem até que o Windows desktop nunca foi o maior provedor de lucro para a Microsoft e que ela tem outros produtos que vendem bem mais).

O ponto aqui, no entanto, é o seguinte: onde entra a comunidade nisso, já que agora quem manda são as empresas? Suse, Mandriva, Red Hat, Canonical, Mozilla, Sun… são todas gigantes (algumas mais que outras, claro), mas todas elas visando algo mais que contribuir para a liberdade do software (sentiram a ironia? :-) ). O Linux cresceu, e nunca cresceu tanto como cresce agora, mas o Linux comunitário, aquele feito “pelo povo e para o povo” ainda existe?

Toma-se como exemplo o desenvolvimento de uma distro grande como o Fedora (que é bancado pela Red Hat), mas suponho que o processo todo seja muito semelhante para as outras. A grande maioria dos desenvolvedores diretos são engenheiros contratados e que fabricam a distribuição de acordo com as metas estabelecidas pelos diretores. Não cabe a nós definir a lista com codinomes para os outros votarem, nós só votamos, mas não indicamos nenhum nome (no caso do Fedora). Isso, até bem pouco tempo, era um privilégio exclusivo da Red Hat e agora é privilégio dos desenvolvedores. Nem embaixadores, nem desenhistas, nem escritores e nenhum membro da comunidade pode indicar um codinome, nesse caso o processo é fechado.

Outro bom exemplo é o GNOME. Quem usa conhece a interface spatial, que é aquela onde cada vez que você clica em uma pasta, uma nova janela se abre e a antiga permanece. Nunca na vida conheci uma pessoa que gostasse da interface spatial e todo mundo sempre acaba mudando as opções para navegar no estilo “browser” que abre todas as pastas na mesma janela. Segundo os desenvolvedores, o modo spatial é melhor que o modo browser porque “traz a sensação de uma mesa de verdade, com papéis espalhados e tudo”. Também acham óbvio que dando dois cliques com o botão do meio o modo spatial abre sempre na mesma janela (alguém sabia disso?). Mas o ponto é que se a comunidade não gosta do modo spatial, porque ele vem por default? E porque não mudaram? Certamente, só na cabeça de um desenvolvedor pérolas do tipo “todo mundo abre um terminal e edita um arquivo no VI” podem fazer sentido.

Não digo é claro, que a comunidade não participa de nada; a comunidade traduz, dissemina, reporta bugs (que nem sempre são bem atendidos por algum desenvolvedor arrogante que teima em dizer que o problema não existe) e faz desenhos, mas não decide quais pacotes quer usar, nem como quer que o sistema funcione. Como disse um sábio, as empresas deixam que usemos o Linux delas.

Contribuir mais profundamente não é fácil, todos sabemos. O grau de especialização cresce de acordo com a profundidade do desenvolvimento. Já imaginaram se todo estudante do primeiro semestre de computação quisesse adicionar seu código ao kernel? Ou se cada moleque que faz uma calculadora em C++ decidisse adicionar o “programa” na árvore oficial?

Qual é, realmente, o papel da comunidade nisso tudo? O que vocês acham a respeito? Notem que aqui não estou falando de uma distribuição específica; todas têm seus problemas (Fedora, Suse, Ubuntu…). O ponto crucial é que o Linux está mudando e por detrás de um grande Linux está sempre uma grande empresa… isso não é coincidência, posso apostar. :-)

Estatísticas do Kernel

  • O número de desenvolvedores do Kernel triplicou nos últimos 3 anos.
  • Neste momento contribuem com cada Kernel, mais de 1.000 programadores procedentes de mais de 100 organizações.
  • Entre 70% e 95% destes desenvolvedores recebem uma remuneração econômica por seu trabalho (o que cai por terra o mito de que a maior parte dos programadores de software livre não recebem nada pelo código que produzem).
  • Mais de 70% das contribuições ao Kernel são provenientes de programadores que trabalham em empresas como IBM, Intel, The Linux Foundation, MIPS Technology, Novell e Red Hat.
  • Cada dia são adicionadas uma media de 3.621 linhas de código ao Kernel.
  • Um novo Kernel é liberado, em media, a cada 2,7 meses.
  • O tamanho do Kernel tem crescido em 10% a cada ano desde 2005.
  • Nunca na historia da computação houve tantas empresas, organizações, desenvolvedores e usuários trabalhando em um só projeto de software.

Dentre todos os detalhes citados, dois chamam mais a atenção, o que se refere a porcentagem de desenvolvedores do Kernel que cobram por seu trabalho, e as empresas que pagam esses desenvolvedores, sendo que as que mais contribuem são:

  1. Red Hat (11.2%)
  2. Novell (8.9%)
  3. IBM (8.3%)
  4. Intel (4.1%)
  5. The Linux Foundation (3.5%)
  6. SGI (2.0%)
  7. MIPS Technology (1.6%)
  8. Oracle (1.3%)
  9. MontaVista (1.2%)
  10. Linutronix (1.0%)


Fonte: LonelySpooky’s Blog

Palestra Fisl 9.0: Sistema de arquivos Ext4

Palestra Fisl 9.0: Sistema de arquivos Ext4



Palestra Fisl 9.0: Ext4



O palestrante foi Theodore Ts’o, do Linux Technology Center, IBM, e que dispensa cometários. Ele falou sobre as novidades do ext4, o suscessor do famoso sistema de arquivos ext3, largamente utilizado em sistemas com base em software livre.

Primeiro ele começou falando que o ext3 é atualmente um excelente filesystem, mas muitas pessoas apenas não sabem utilizá-lo, e deu exemplos disso, como o feature de indexação de diretórios baseados em hash tree e redimensionamento online. Ele falou de algumas limitações do ext3 como o tamanho total de um filesystem ser de 16TB, devido aos block numbers serem de 32 bits. Essa é uma das diferenças para o ext4.

O palestrante lembrou que o ext4 não será o sucessor do ext3, mas um fork do projeto, com novas funcionalidades e capacidades, mas o ext3 continuará a ser utilizado. Algumas das novas features do ext4 são:

  • Arquivos maiores que 2TB;
  • Eficiente alocação de blocos;
  • Timestamp mais preciso, utilizando nanosegundos;
  • Filesystem maior que 16TB;
  • Desfragmentação online;
  • dentre outros.

Ele falou ainda sobre o sistema de referenciamento de blocks do ext2/ext3, os block numbers agora com 64 bits, a estrutura de inodes expandida, o sistema de alocação persistente de arquivos e o checksumming de metadados.

Resumindo, foi uma palestra de nível técnico muito elevado, com um palestrante internacional ilustre, dessas que você só vai assistir se vier ao Fisl.



Fonte: Hypercast